Entre leões e ursos, uma reflexão sobre a educação ambiental em zoológicos e aquários

Quando penso na Educação Ambiental como o desenvolvimento de um conjunto de práticas transformadoras para que os humanos possam entender seu papel biológico e agir de modo coerente e ético na teia da vida, não consigo entender como podemos ver a exposição pública de animais selvagens como parte integrante dessas práticas.

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O chamado do novo mico amazônico

Nosso conhecimento sobre a diversidade biológica cresce a cada dia através do resultado de pesquisas científicas e recentemente um grupo de pesquisadores, em sua maioria brasileiros, contribuiu para que as informações sobre um família de primatas amazônicos estejam agora menos incompletas com a descoberta e descrição de uma nova espécie de sagui, Mico munduruku sp. n., ou simplesmente sagui-dos-mundurukus, homenagem aos índios Munduruku.

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Uma conservacionista e os psitacídeos em Ilhabela

Segundo a legislação ambiental brasileira, os animais selvagens são responsabilidade do Estado e ações de conservação são necessárias para manter as espécies fora de ameaça. Mas o fato é que os governos, em qualquer esfera, têm demonstrado uma incapacidade histórica de proteger a fauna no país, abrindo espaço para a sociedade civil realizar a tarefa, como faz Silvana Davino, que há mais de dez anos atua na conservação de psitacídeos em Ilhabela, na Área de Soltura Monitorada de Fauna Silvestre Cambaquara.

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O primeiro filhote de jubarte a gente nunca esquece

Como colaborador do VIVA Instituto Verde Azul, uma das minhas tarefas neste mês foi acompanhar – realizando a captação e edição de imagens – a equipe em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, onde as biólogas estão realizando a pesquisa sobre baleias jubarte (Megaptera novaengliae) a partir de um ponto fixo na área sul da ilha, região de Borrifos. Com o aumento expressivo do número de indivíduos em águas paulistas, a pesquisa procura respostas para essa reocupação.

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Um poema imperfeito

A natureza é imperfeita. Essa é a premissa que o autor de “O Poema Imperfeito“- o biólogo e ecólogo Fernando Fernandez – utiliza para apresentar seus “poemas” em forma de contos. Ele nos alerta sobre a falsa noção de nossa sociedade exibe frente ao papel do ser humano nas extinções, onde o pensamento vigente atual é que a humanidade começou a influenciar nesse processo apenas no século 19.

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Jubartes à vista no litoral paulista

Nos últimos anos, a população de baleias-jubarte (Megaptera novaengliae) do Atlântico sul ocidental (onde se localiza a costa brasileira), conhecida como “população A”, tem aumentado significativamente [1]. Uma das consequências disso é o reaparecimento desses animais em locais onde sua observação nas últimas décadas era pontual e não sistematizada, fazendo-se necessária a coleta científica das informações relacionadas à dinâmica dos grupos na costa paulista.

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O mito da Vida Feliz dos cativos

Há algumas semanas recebi um artigo sobre um indivíduo que conheci e convivi há algum tempo atrás. No final texto fui surpreendido pela seguinte frase:

“Apesar das grades, mãe e filho vivem uma vida feliz. Há 14 anos.”

Quem lê essa frase pode pensar que se trata de alguém que cometeu um crime e está preso há um tempo, e que a presença da mãe transforma a tragédia em história de amor. Mas se engana.

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Extinção das plantas é má notícia para todas as espécies, incluindo os humanos

Um estudo publicado nesta semana na revista Nature Ecology and Evolution [1] afirma que, nos últimos 250 anos, cerca de 600 espécies de plantas foram extintas. A taxa é 500 vezes maior do que o esperado em condições naturais, ou seja, sem os humanos na equação. A pesquisa foi conduzida pela bióloga Maria Vorontsova do Royal Botanic Garden (Kew, Reino Unido) e analisou o status de mais de 330 mil espécies de plantas em publicações científicas. Ela encontrou altos índices de extinção em regiões insulares (ilhas) e tropicais, onde se espera encontrar uma variedade relativa de espécies maior do que em outros ambientes.

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