Novidades do Livro Vermelho da Fauna 2018

Gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus) – Espécie em perigo (EN)

O Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade – ICMBio – publicou recentemente uma nova edição do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (Portaria MMA nº444 e 445/2018). Com o auxílio de mais de 200 instituições nacionais e internacionais e 1.270 especialistas, a publicação é considerada o maior esforço de um país para avaliar o risco de extinção de espécies da fauna.

Foram avaliadas 12.254 espécies, incluindo vertebrados e invertebrados, atendendo todos os requisitos legais brasileiros (fornecendo subsídios para a Política Nacional de Meio Ambiente) através da metodologia da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Cada táxon apresenta as seguintes informações: taxonomia, distribuição geográfica, história natural, população, ameaças, ações de conservação, presença em Unidades de Conservação, pesquisas existentes e necessárias.

Exemplo da organização e apresentação das informações de cada táxon (Volume II)

Além disso, consta a categoria de risco seguindo os critérios da IUCN:

Categorias IUCN utilizadas para definição do grau do risco de extinção das espécies (Volume I)

A publicação está organizada em 7 volumes:

Evolução das Listas

A primeira Lista Oficial foi publicada em 1968, pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF n.303/68) e indicava 44 espécies de vertebrados ameaçadas, com dados obtidos através de observação e indicação dos especialistas. A seguinte foi em 1973 (IBDF n. 3481/73), com 68 espécies, incluindo um invertebrado. Após 16 anos, o IBAMA apresentou uma nova lista (IBAMA n.1552/89), seguindo pela primeira vez os critérios da IUCN, com 218 espécies. Em 2003, o Ministério do Meio Ambiente publicou pela primeira vez o Livro Vermelho (IN 03/2003 e depois IN 05/2005) com 627 espécies. A lista mais recente foi criada pelo ICMBio em 2014 (Portaria MMA 444 e 445/2014) e pela primeira vez é avaliado o risco de extinção de todos os vertebrados conhecidos do país. Conta com 1.173 espécies consideradas ameaçadas de extinção. Finalmente, em 2018, o segundo Livro Vermelho é publicado.

Espécies ameaçadas por ano de publicação das listas. *Com os acréscimos das Portarias IBAMA nº 28- N/1998 e nº 062/1997. (Volume I)

Segundo avaliação do próprio órgão, o aumento crescente do número de espécies na lista decorre principalmente do esforço de investigação e avaliação, bem como o agravamento do quadro da conservação da fauna brasileira.

Embora a tendência foi de crescimento, algumas espécies deixaram a lista. É o caso da balei-jubarte (Megaptera novaeangliae), que apresentou uma real melhora no estado de conservação, principalmente pela proibição da caça no Brasil em 1987, refletindo um aumento na população desde então.

Balei-jubarte (Megaptera novaeangliae) – Abrolhos, BA

Em contrapartida, o documento afirma que a saída não necessariamente implica numa melhora no estado de conservação da espécie. Os motivos podem estar relacionados a utilização das informações mais recentes e acuradas, como novos registros que levaram a uma ampliação da distribuição conhecida das espécies, a identificação mais precisa da porcentagem do declínio populacional ou um ajuste da interpretação dos dados disponíveis (ICMBio, 2018).


Para mais informações, visite: ICMBio

Bibliografia:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 4162 p.

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