Mata Atlântica e Onça-pintada: dias de um futuro incerto

No dia em que comemora-se oficialmente a Mata Atlântica, duas notícias trazem ao debate o futuro do bioma e das espécies que o compõe. A primeira [1] diz respeito à diminuição de 9% da taxa de desmatamento entre 2017 e 2018, menor valor desde que a série histórica teve início, em 1985. Embora alguns estados (p.e. Ceará, Paraíba, São Paulo) conseguiram manter valores abaixo de 100 hectares (ha) de área desmatada (o que é considerado “desmatamento zero”), outros como Minas Gerais, estado que possui a maior extensão de Mata Atlântica, destruiu 3.379 ha, seguido do Paraná, com 2.049 ha.

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Lugar de cientista também é na rua, com o povo

Diante dos recentes pronunciamentos do atual Governo Federal sobre os cortes nas diferentes áreas da Educação, Ciência e Tecnologia do país, diversas manifestações contrárias às medidas ocorreram (e ocorrerão) nos últimos dias em diversas cidades brasileiras. Uma iniciativa chamou a atenção: cientistas das universidades públicas e dos institutos de pesquisa do Estado de São Paulo foram à Avenida Paulista para mostrar à população o trabalho desenvolvido em suas pesquisas científicas.

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Como o conhecimento sobre a organização social de orcas (Orcinus orca) nos leva à lutar contra a exploração de animais para diversão?

Estamos na segunda década do século XXI e nem o mais pessimista do século anterior poderia imaginar que neste momento histórico ainda estaríamos discutindo questões tão arcaicas como a captura em vida livre e a manutenção em cativeiro para exposição e exploração de animais selvagens. Mas aqui estamos nós…

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A fotografia como ferramenta para monitores ambientais no Parque Estadual Xixová-Japuí

No último dia 27 de abril tive a satisfação de colaborar com a formação da equipe de monitores ambientais da unidade de conservação Parque Xixová-Japuí (PEXJ), localizado entre os municípios de São Vicente e Praia Grande, no litoral paulista (fig.1). A unidade estadual foi criada em 1993 e possui aproximadamente 900 hectares, abrigando fragmentos de Mata Atlântica, mata de encosta, costões rochosos, restinga, praia arenosa e o ambiente marinho, que ocupa cerca de 1/3 da área do parque (fig.2).

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