O primeiro filhote de jubarte a gente nunca esquece

Como colaborador do VIVA Instituto Verde Azul, uma das minhas tarefas neste mês foi acompanhar – realizando a captação e edição de imagens – a equipe em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, onde as biólogas estão realizando a pesquisa sobre baleias jubarte (Megaptera novaengliae) a partir de um ponto fixo na área sul da ilha, região de Borrifos. Com o aumento expressivo do número de indivíduos em águas paulistas, a pesquisa procura respostas para essa reocupação.

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Um poema imperfeito

A natureza é imperfeita. Essa é a premissa que o autor de “O Poema Imperfeito“- o biólogo e ecólogo Fernando Fernandez – utiliza para apresentar seus “poemas” em forma de contos. Ele nos alerta sobre a falsa noção de nossa sociedade exibe frente ao papel do ser humano nas extinções, onde o pensamento vigente atual é que a humanidade começou a influenciar nesse processo apenas no século 19.

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Jubartes à vista no litoral paulista

Nos últimos anos, a população de baleias-jubarte (Megaptera novaengliae) do Atlântico sul ocidental (onde se localiza a costa brasileira), conhecida como “população A”, tem aumentado significativamente [1]. Uma das consequências disso é o reaparecimento desses animais em locais onde sua observação nas últimas décadas era pontual e não sistematizada, fazendo-se necessária a coleta científica das informações relacionadas à dinâmica dos grupos na costa paulista.

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O mito da Vida Feliz dos cativos

Há algumas semanas recebi um artigo sobre um indivíduo que conheci e convivi há algum tempo atrás. No final texto fui surpreendido pela seguinte frase:

“Apesar das grades, mãe e filho vivem uma vida feliz. Há 14 anos.”

Quem lê essa frase pode pensar que se trata de alguém que cometeu um crime e está preso há um tempo, e que a presença da mãe transforma a tragédia em história de amor. Mas se engana.

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Extinção das plantas é má notícia para todas as espécies, incluindo os humanos

Um estudo publicado nesta semana na revista Nature Ecology and Evolution [1] afirma que, nos últimos 250 anos, cerca de 600 espécies de plantas foram extintas. A taxa é 500 vezes maior do que o esperado em condições naturais, ou seja, sem os humanos na equação. A pesquisa foi conduzida pela bióloga Maria Vorontsova do Royal Botanic Garden (Kew, Reino Unido) e analisou o status de mais de 330 mil espécies de plantas em publicações científicas. Ela encontrou altos índices de extinção em regiões insulares (ilhas) e tropicais, onde se espera encontrar uma variedade relativa de espécies maior do que em outros ambientes.

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Mata Atlântica e Onça-pintada: dias de um futuro incerto

No dia em que comemora-se oficialmente a Mata Atlântica, duas notícias trazem ao debate o futuro do bioma e das espécies que o compõe. A primeira [1] diz respeito à diminuição de 9% da taxa de desmatamento entre 2017 e 2018, menor valor desde que a série histórica teve início, em 1985. Embora alguns estados (p.e. Ceará, Paraíba, São Paulo) conseguiram manter valores abaixo de 100 hectares (ha) de área desmatada (o que é considerado “desmatamento zero”), outros como Minas Gerais, estado que possui a maior extensão de Mata Atlântica, destruiu 3.379 ha, seguido do Paraná, com 2.049 ha.

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Lugar de cientista também é na rua, com o povo

Diante dos recentes pronunciamentos do atual Governo Federal sobre os cortes nas diferentes áreas da Educação, Ciência e Tecnologia do país, diversas manifestações contrárias às medidas ocorreram (e ocorrerão) nos últimos dias em diversas cidades brasileiras. Uma iniciativa chamou a atenção: cientistas das universidades públicas e dos institutos de pesquisa do Estado de São Paulo foram à Avenida Paulista para mostrar à população o trabalho desenvolvido em suas pesquisas científicas.

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Como o conhecimento sobre a organização social de orcas (Orcinus orca) nos leva à lutar contra a exploração de animais para diversão?

Estamos na segunda década do século XXI e nem o mais pessimista do século anterior poderia imaginar que neste momento histórico ainda estaríamos discutindo questões tão arcaicas como a captura em vida livre e a manutenção em cativeiro para exposição e exploração de animais selvagens. Mas aqui estamos nós…

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