A fotografia como ferramenta para monitores ambientais no Parque Estadual Xixová-Japuí

No último dia 27 de abril tive a satisfação de colaborar com a formação da equipe de monitores ambientais da unidade de conservação Parque Xixová-Japuí (PEXJ), localizado entre os municípios de São Vicente e Praia Grande, no litoral paulista (fig.1). A unidade estadual foi criada em 1993 e possui aproximadamente 900 hectares, abrigando fragmentos de Mata Atlântica, mata de encosta, costões rochosos, restinga, praia arenosa e o ambiente marinho, que ocupa cerca de 1/3 da área do parque (fig.2).

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[fotografia] #13: Onde a natureza ocupa novamente seu espaço

Gavião-carrapateiro descansa próximo do que já foi uma chaminé do antigo Curtume.

Localizado entre os municípios de São Vicente e Praia Grande, o Parque Estadual Xixová-Japuí abrange uma área de 901 ha entre florestas e área costeira. Criado em 1993, o parque abriga importante porção de Mata Atlântica, costões rochosos, praias arenosas, restinga e ambientes marinhos.

Antes de se tornar Unidade de Conservação, a área do parque já abrigou um Curtume (produção baseada no couro como matéria-prima), uma pedreira e hoje compartilha espaço com uma população indígena e uma base militar, além de parte de seu entorno possuir uma influência da urbanização nas últimas décadas.

É nesse contexto que a vida selvagem sobrevive e ocupa os espaços entre o ecótono natureza-cidade.

[fotografia] #12: As partes que buscam explicar a beleza do todo

Fotografar animais marinhos não sendo mergulhador é complicado, ainda mais quando o objetivo são baleias (neste caso, baleias-jubarte – Megaptera novaengliae). Fora da água, esses mamíferos se apresentam na atmosfera com partes de um corpo totalmente adaptado para a vida aquática ao buscar oxigênio atmosférico e executar comportamentos sociais.

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Um guia para conhecer as áreas protegidas de São Paulo

O estado de São Paulo possui mais de 150 unidades de conservação e áreas verdes gerenciadas pela Fundação Florestal e apoiadas pelo Instituto Florestal, ambas integrantes do Sistema Ambiental Paulista. Embora o atual governo estadual tenha adotado estratégias controversas sobre a questão ambiental (extinção da histórica Secretaria de Meio Ambiente, fundida com outras duas[1] e a transferência do Cadastro Ambiental Rural para a Pasta de Agricultura [2], só para citar), alguns projetos da gestão anterior resistem, como é o caso do novo Guia das Áreas Protegidas de São Paulo.

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O mundo natural antes da fotografia

Vivemos na era da imagem. Uma pesquisa recente apontou que em 2017 os humanos produziram cerca 1.2 trilhões de fotografias [1] e a tendência desse número é de crescimento nos próximos anos. A fotografia faz parte da nossa cultura contemporânea e através dela criamos nossas principais referências visuais, inclusive do mundo natural. Fotógrafos como Araquém Alcântara, Sebastião Salgado e Luciano Candisani nos ajudam a viajar aos locais mais remotos do mundo sem sairmos de casa. Mas até 200 anos atrás a história era bem diferente.

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Quem vê cara, não vê intenção

A complexidade das florestas da Terra do Fogo (Ushuaia, Argentina) é espantosa. Um terra que já foi habitada pelos índios fueguinos até o início do século 20 e ponto de parada de Charles Darwin em sua histórica viagem a bordo do HMS Beagle, atualmente está parcialmente protegida desde a criação do Parque Nacional, em 1960. Mesmo nestas áreas é possível presenciar os impactos ambientais negativos, principalmente os relacionados à introdução do castor canadense (Castor canadensis), responsável pela destruição de incontáveis área de bosque andino para construção de represas.

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[livro] Dois livros e um Darwin

A abertura das comemorações do aniversário de Darwin (mais conhecida como Darwin Day) no Museu de Zoologia da USP (MZUSP) foi histórica. A organização do evento convidou para a primeira mesa-redonda dois personagens diretamente relacionados à principal publicação de Charles Darwin, o livro “A Origem das Espécies”: os professores doutores Nélio Bizzo (FE-USP) e Pedro Paulo Pimenta FFLCH-USP).

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