O chamado do novo mico amazônico

Nosso conhecimento sobre a diversidade biológica cresce a cada dia através do resultado de pesquisas científicas e recentemente um grupo de pesquisadores, em sua maioria brasileiros, contribuiu para que as informações sobre um família de primatas amazônicos estejam agora menos incompletas com a descoberta e descrição de uma nova espécie de sagui, Mico munduruku sp. n., ou simplesmente sagui-dos-mundurukus, homenagem aos índios Munduruku.

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Um poema imperfeito

A natureza é imperfeita. Essa é a premissa que o autor de “O Poema Imperfeito“- o biólogo e ecólogo Fernando Fernandez – utiliza para apresentar seus “poemas” em forma de contos. Ele nos alerta sobre a falsa noção de nossa sociedade exibe frente ao papel do ser humano nas extinções, onde o pensamento vigente atual é que a humanidade começou a influenciar nesse processo apenas no século 19.

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Jubartes à vista no litoral paulista

Nos últimos anos, a população de baleias-jubarte (Megaptera novaengliae) do Atlântico sul ocidental (onde se localiza a costa brasileira), conhecida como “população A”, tem aumentado significativamente [1]. Uma das consequências disso é o reaparecimento desses animais em locais onde sua observação nas últimas décadas era pontual e não sistematizada, fazendo-se necessária a coleta científica das informações relacionadas à dinâmica dos grupos na costa paulista.

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Extinção das plantas é má notícia para todas as espécies, incluindo os humanos

Um estudo publicado nesta semana na revista Nature Ecology and Evolution [1] afirma que, nos últimos 250 anos, cerca de 600 espécies de plantas foram extintas. A taxa é 500 vezes maior do que o esperado em condições naturais, ou seja, sem os humanos na equação. A pesquisa foi conduzida pela bióloga Maria Vorontsova do Royal Botanic Garden (Kew, Reino Unido) e analisou o status de mais de 330 mil espécies de plantas em publicações científicas. Ela encontrou altos índices de extinção em regiões insulares (ilhas) e tropicais, onde se espera encontrar uma variedade relativa de espécies maior do que em outros ambientes.

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O mundo natural antes da fotografia

Vivemos na era da imagem. Uma pesquisa recente apontou que em 2017 os humanos produziram cerca 1.2 trilhões de fotografias [1] e a tendência desse número é de crescimento nos próximos anos. A fotografia faz parte da nossa cultura contemporânea e através dela criamos nossas principais referências visuais, inclusive do mundo natural. Fotógrafos como Araquém Alcântara, Sebastião Salgado e Luciano Candisani nos ajudam a viajar aos locais mais remotos do mundo sem sairmos de casa. Mas até 200 anos atrás a história era bem diferente.

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Quem vê cara, não vê intenção

A complexidade das florestas da Terra do Fogo (Ushuaia, Argentina) é espantosa. Um terra que já foi habitada pelos índios fueguinos até o início do século 20 e ponto de parada de Charles Darwin em sua histórica viagem a bordo do HMS Beagle, atualmente está parcialmente protegida desde a criação do Parque Nacional, em 1960. Mesmo nestas áreas é possível presenciar os impactos ambientais negativos, principalmente os relacionados à introdução do castor canadense (Castor canadensis), responsável pela destruição de incontáveis área de bosque andino para construção de represas.

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[livro] Dois livros e um Darwin

A abertura das comemorações do aniversário de Darwin (mais conhecida como Darwin Day) no Museu de Zoologia da USP (MZUSP) foi histórica. A organização do evento convidou para a primeira mesa-redonda dois personagens diretamente relacionados à principal publicação de Charles Darwin, o livro “A Origem das Espécies”: os professores doutores Nélio Bizzo (FE-USP) e Pedro Paulo Pimenta FFLCH-USP).

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Por que celebrar Darwin?

Charles Robert Darwin é uma figura histórica. Sua jornada, do embarque no HMS Beagle até a publicação de um dos livros mais famosos da humanidade (“A Origem das Espécies“, 1859), é motivo de estudos e discussões até os dias atuais. O fato é que suas ideias sobre a origem, adaptação e seleção natural transformaram o pensamento científico e a forma como encaramos a diversidade da vida.

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Aves no Paraíso

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Criado em 1983, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos é a primeira Unidade de Conservação marinha do Brasil. Com uma área de 91.255 hectares, está localizado no sul do litoral da Bahia e abrange o Recife de Timbebas, o Parcel dos Abrolhos e o Arquipélago dos Abrolhos – composto pelas ilhas Redonda, Siriba, Sueste, Guarita e Santa Bárbara(esta última sob jurisdição da Marinha do Brasil). Embora Abrolhos seja procurada nesta época do ano principalmente para observação de baleias-jubarte (Megaptera novaengliae), são nestas ilhas que mais de 30 espécies de aves encontram espaço, no meio do oceano, para as mais diversas atividades de seu ciclo de vida.

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