O primeiro filhote de jubarte a gente nunca esquece

Como colaborador do VIVA Instituto Verde Azul, uma das minhas tarefas neste mês foi acompanhar – realizando a captação e edição de imagens – a equipe em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, onde as biólogas estão realizando a pesquisa sobre baleias jubarte (Megaptera novaengliae) a partir de um ponto fixo na área sul da ilha, região de Borrifos. Com o aumento expressivo do número de indivíduos em águas paulistas, a pesquisa procura respostas para essa reocupação.

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Jubartes à vista no litoral paulista

Nos últimos anos, a população de baleias-jubarte (Megaptera novaengliae) do Atlântico sul ocidental (onde se localiza a costa brasileira), conhecida como “população A”, tem aumentado significativamente [1]. Uma das consequências disso é o reaparecimento desses animais em locais onde sua observação nas últimas décadas era pontual e não sistematizada, fazendo-se necessária a coleta científica das informações relacionadas à dinâmica dos grupos na costa paulista.

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O mito da Vida Feliz dos cativos

Há algumas semanas recebi um artigo sobre um indivíduo que conheci e convivi há algum tempo atrás. No final texto fui surpreendido pela seguinte frase:

“Apesar das grades, mãe e filho vivem uma vida feliz. Há 14 anos.”

Quem lê essa frase pode pensar que se trata de alguém que cometeu um crime e está preso há um tempo, e que a presença da mãe transforma a tragédia em história de amor. Mas se engana.

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Extinção das plantas é má notícia para todas as espécies, incluindo os humanos

Um estudo publicado nesta semana na revista Nature Ecology and Evolution [1] afirma que, nos últimos 250 anos, cerca de 600 espécies de plantas foram extintas. A taxa é 500 vezes maior do que o esperado em condições naturais, ou seja, sem os humanos na equação. A pesquisa foi conduzida pela bióloga Maria Vorontsova do Royal Botanic Garden (Kew, Reino Unido) e analisou o status de mais de 330 mil espécies de plantas em publicações científicas. Ela encontrou altos índices de extinção em regiões insulares (ilhas) e tropicais, onde se espera encontrar uma variedade relativa de espécies maior do que em outros ambientes.

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Mata Atlântica e Onça-pintada: dias de um futuro incerto

No dia em que comemora-se oficialmente a Mata Atlântica, duas notícias trazem ao debate o futuro do bioma e das espécies que o compõe. A primeira [1] diz respeito à diminuição de 9% da taxa de desmatamento entre 2017 e 2018, menor valor desde que a série histórica teve início, em 1985. Embora alguns estados (p.e. Ceará, Paraíba, São Paulo) conseguiram manter valores abaixo de 100 hectares (ha) de área desmatada (o que é considerado “desmatamento zero”), outros como Minas Gerais, estado que possui a maior extensão de Mata Atlântica, destruiu 3.379 ha, seguido do Paraná, com 2.049 ha.

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A fotografia como ferramenta para monitores ambientais no Parque Estadual Xixová-Japuí

No último dia 27 de abril tive a satisfação de colaborar com a formação da equipe de monitores ambientais da unidade de conservação Parque Xixová-Japuí (PEXJ), localizado entre os municípios de São Vicente e Praia Grande, no litoral paulista (fig.1). A unidade estadual foi criada em 1993 e possui aproximadamente 900 hectares, abrigando fragmentos de Mata Atlântica, mata de encosta, costões rochosos, restinga, praia arenosa e o ambiente marinho, que ocupa cerca de 1/3 da área do parque (fig.2).

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Um guia para conhecer as áreas protegidas de São Paulo

O estado de São Paulo possui mais de 150 unidades de conservação e áreas verdes gerenciadas pela Fundação Florestal e apoiadas pelo Instituto Florestal, ambas integrantes do Sistema Ambiental Paulista. Embora o atual governo estadual tenha adotado estratégias controversas sobre a questão ambiental (extinção da histórica Secretaria de Meio Ambiente, fundida com outras duas[1] e a transferência do Cadastro Ambiental Rural para a Pasta de Agricultura [2], só para citar), alguns projetos da gestão anterior resistem, como é o caso do novo Guia das Áreas Protegidas de São Paulo.

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[livro] Novidades do Livro Vermelho da Fauna 2018

Gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus) – Espécie em perigo (EN)

O Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade – ICMBio – publicou recentemente uma nova edição do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (Portaria MMA nº444 e 445/2018). Com o auxílio de mais de 200 instituições nacionais e internacionais e 1.270 especialistas, a publicação é considerada o maior esforço de um país para avaliar o risco de extinção de espécies da fauna.

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